Boas práticas para promover uma cultura organizacional ágil

A cultura organizacional é o conjunto de elementos que fazem da empresa o que ela é no dia a dia, representando a sua essência. Envolve as atitudes no ambiente de trabalho, as regras formais e informais seguidas pelas equipas, as crenças, hábitos, visão, valores, normas, símbolos, linguagem e estrutura orgânica. Abraçar a agilidade neste campo significa endereçar rapidamente quaisquer desafios ou mudanças, antecipar a resolução de problemas, e promover um quotidiano mais aberto e transparente, inclusivo e com igualdade de oportunidades.

Na realidade, uma cultura organizacional ágil potencia a autonomia das equipas, a identificação com um propósito comum, a comunicação horizontal e a prática de feedback. Tudo isto resulta em equipas mais motivadas, envolvidas e produtivas.

Numa empresa com cultura organizacional ágil as pessoas trabalham de forma colaborativa, tomando decisões em conjunto, num sentimento de pertença e compromisso que faz toda a diferença.

Pela importância do tema, nomeadamente no mundo em constante transformação que vivemos hoje, o Diggspace organizou um webinar em que foram partilhados insights muito relevantes para inspirar outras empresas a seguir este caminho.

Resumimos de seguida as principais lições aprendidas:

Adaptar as práticas de gestão de pessoas à realidade existente – não há duas empresas iguais, pelo que a forma de comunicar e o tom de voz devem ser coerentes com as características de cada uma, o seu âmbito e as suas pessoas. O que é bom para uma pode não ser para outra. É positivo ser inspirado e trocar ideias, mas é preciso ajustar à realidade e cultura. Não é tudo o que é fashion e hype que funciona para todos.

Cultivar a agilidade – combinar a flexibilidade e praticidade do ambiente remoto com momentos para as pessoas estarem juntas presencialmente e criarem laços mais apertados. Testar, avaliar, adaptar, mudar, experimentar de novo para ver o que resulta melhor a cada momento. Ou seja, aplicar a metodologia agile também ao modelo de trabalho. Tendo consciência que tudo é dinâmico.

Levar para o terreno ações práticas para fortalecer a cultura – tudo começa no recrutamento e seleção. Definir o perfil que se deseja e que melhor se enquadra na cultura e valores. Seguindo depois no onboarding e toda a jornada do colaborador. Tudo tem que estar conectado e refletir a cultura em todos os momentos, em todas as comunicações e iniciativas. E tentar encontrar um mix entre o online e o contacto humano para que a cultura se torne mais coesa e todos se sintam felizes. Entre uma aula de Yoga na praia, uma reunião digital mensal com toda a equipa, encontros com o CEO, uma intranet sempre atualizada, as possibilidades são infinitas e é a sua junção que aumenta o vínculo e o engajamento.

Alinhar o negócio e os RH – o departamento de RH precisa ter a sensibilidade e o cuidado de entender o que se passa na empresa como um todo para, por exemplo, não organizar ações quando parte da equipa está a viver um projeto crítico para entregar. A interação entre departamentos é fundamental para se atingir os resultados pretendidos.

Dar voz às pessoas – a recolha de feedback, ideias, sugestões, reclamações é fundamental para a melhoria contínua e cada pessoa sentir que a sua opinião conta. A área de RH funciona como facilitadora e orientadora, como estreitadora de gaps, mas os contributos têm que ser de todos. A cultura também se faz disso. Da participação ativa. De responder às preocupações, de valorizar o que cada um pensa. Pode ser feito através de um tempo para o efeito nas várias iniciativas e/ou com inquéritos regulares. Promovendo a comunicação horizontal e a transparência.

Construir uma cultura inclusiva – a diversidade é um assunto fundamental dentro das empresas, até mesmo para suportar o processo de inovação. Quando todas as pessoas têm as mesmas características e histórias de vida as ideias são parecidas, a tendência para concordar é maior e torna-se mais difícil sair da caixa. Perspetivas e backgrounds diferentes trazem valiosos inputs para algo novo e melhor. Entender como está a configuração da diversidade e definir planos específicos ajuda a trazer novos tipos de pessoas, é um processo de construção a médio e longo prazo.

Mobilizar a dimensão social, ecológica e de give back – a sustentabilidade é cada vez mais valorizada pela sociedade, sendo até fator de decisão na escolha quer por parte dos clientes quer dos talentos. Isto vai desde os materiais usados no merchandising até ao incentivo da reciclagem e participação em ações solidárias. A consciencialização é crescente e ter um impacto positivo no ecossistema que nos rodeia deve estar no topo das prioridades.

Para terminar, destacamos as sugestões e recomendações das duas oradoras do webinar para quem está a atravessar estes desafios:

Para Camila Shimada, Head of People Experience da Dock, “A principal dica é comunicação. Quando temos uma comunicação que é funcional e que flui naturalmente, economizamos tempo e ganhamos eficiência em toda a linha. Não é só o famoso comunicado dos RH para a equipa, mas também entre as equipas, como se comunicam melhor, como trocam mais informações de forma mais leve no dia a dia. Acho que isso é onde as pessoas precisam ter mais atenção. Tudo passa pela comunicação seja entre áreas ou dentro da própria área.”

Inês Nascimento, HR Director da Schréder Hyperion, complementa que “A comunicação é muito importante, mas também bottom-up. Ou seja, receber feedback das pessoas e perceber o que funciona e o que não funciona. Termos a humildade de reconhecer que nós, nos RH e nas outras direções, não sabemos tudo, é preciso ouvir os outros, e depois experimentar e ir ajustando. Aprender sempre alguma coisa com o que possa não funcionar, não tendo medo de experimentar e errar. E envolver as áreas, os managers. Esta história dos RH é que definem a cultura e as regras não é verdade. Estamos todos no mesmo barco e remamos todos juntos.”

Adotar uma cultura organizacional ágil pode parecer complicado, mas com pequenos passos torna-se tudo mais simples. A tecnologia representa aqui uma importante alavanca. Ter um ponto único digital onde todos se encontram, bebem informação, partilham ideias e interagem ajuda a criar proximidade e envolvimento onde quer que cada um se encontre e em qualquer modelo de trabalho. 

O Diggspace posiciona-se como essa plataforma. Vale a pena espreitar e ver na prática :-) Peça uma demo personalizada e descubra o novo atrium digital da sua empresa.

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